Dezembro, 16
Werther
Wilhelm, uma última homenagem
A Charlotte.
“Meu eu, meu tudo, minha vida
Minha amada imortal.” *
Vive em mim, em minha mente
Onde adivinho o perfume de suas mãos
Ó querida, que fala discordando
E cala concordando, falante...
Vive em mim, nas músicas que escolhi para nós
E que você nunca ouvirá
No perfume que te dei de presente
Mas que você nunca usou
E nunca usará. Nunca!
Pois são coisas da minha mente.
Como sou criança
A sorrir para o homem
Desamparado, frágil,
Inquieto sem seu amor.
Seja feliz com o novo amor:
Albert....ele me tem em estima
Elogia minha inteligência
Ah!!!!! Não quero elogios
Quero a liberdade
Que se tem ao abrir uma veia
“Porque eu te amo, tu não precisas de mim”**
Será? Meu amor está fora de moda.
O Amor que se consome na pessoa amada.
amor hoje se tornou pragmático
Conta a se pagar em banco
Como queiram vocês, psicólogos e analistas de boteco,
A querer desvendar a dor que só eu sinto e vejo
Esse Waterloo de minha vida, eu a ser riscado do convívio
dos eleitos de um mundo que não é o meu.
Chalotte, querida, se você adivinhasse
o que sentia ao tocar suas mãos,
e via em seus olhos, os nossos filhos:
o pequeno Werotte e a doce Charther.
Eles brincam e perguntam: onde está mamãe?
Eu também quero saber, filho.
Pai, por que você não me deixa nascer?
....
....
....
Vocês, jovens, que lêem essa carta
Saibam: ninguém sente a dor do outro
Por isso não repitam o meu gesto
Façam como Goethe que mesmo no leito
De morte gritava “Mais luz!”
* fala do filme “Minha amada imortal” sobre o Beethoven e sua amada
** trecho da Declaração do Amante Anarquista de Roberto Freire
quarta-feira, 20 de maio de 2009
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sempre tive vontade de ler... faltou oportunidade, ou visão dela...
ResponderExcluirconte mais, conte mais... hauhauha
to adorando fuçar sua vida aqui